Antes da Inmeta, cada revisão de projeto passava por e-mail, download, drive interno e repasse manual para a obra. Hoje o projetista publica e o canteiro já vê a versão vigente.
Uma construtora com 73 anos e obras em dois extremos do país
A Dallé atua na construção civil desde 1953, com empreendimentos residenciais e hoteleiros. Tem obras no Rio Grande do Sul e em Boa Vista, Roraima.
Essa distribuição geográfica cobra seu preço na gestão de projetos. Equipes diferentes, disciplinas diferentes, fornecedores diferentes e todos precisam trabalhar a partir do mesmo padrão, com a mesma informação e a revisão correta da prancha.
Quando cada profissional conduz a obra de um jeito, seguindo critérios próprios, a operação perde consistência. Em projetos distribuídos, a padronização deixa de ser uma escolha e passa a ser essencial para garantir que todos estejam trabalhando com as mesmas regras, processos e informações.
O problema não era o Google Drive. Era o caminho até ele
Antes da Inmeta, cada atualização exigia um caminho manual
O fluxo antigo tinha quatro etapas para cada arquivo: o projetista enviava por e-mail, alguém precisava baixar o documento, salvar no drive interno e, depois, disponibilizá-lo na pasta correspondente de cada obra.
A cada nova revisão, o processo recomeçava. Mais etapas significavam mais pontos de atenção e maior risco de uma obra trabalhar com uma informação diferente da outra.
Multiplique isso por cinco empreendimentos e pelo número de disciplinas de cada um. Alguma etapa ia falhar, e falhava. Às vezes a revisão entrava no drive interno e não chegava à pasta da obra. Às vezes chegava, mas a versão anterior continuava lá, disponível para execução.
Leonardo Rocha Gemerasca – Coordenador de Projetos, da Dallé, conta que houve situações em que o escritório já trabalhava com uma revisão mais avançada enquanto o canteiro ainda tinha acesso à antiga.
Conferir e distribuir arquivos virou parte fixa da rotina da equipe:
“Às vezes uma hora por dia, um pouco mais, às vezes um pouco menos. Mas cada hora é valiosa.”
O tempo era metade do problema. A outra metade era não ter como responder rapidamente três perguntas simples: o que já está liberado, o que está em análise e o que ainda depende de uma definição.
Por que a escolha foi por uma ferramenta eficiente e de interface simples
A Dallé pesquisou soluções que automatizassem parte desse processo. O que pesou na decisão pela Inmeta foi a combinação entre controle de versões e apontamentos e uma interface que a equipe conseguiria ensinar para todo mundo, incluindo quem nunca havia usado esse tipo de plataforma.
“O que chamou muito a atenção foi que ela era muito simples e intuitiva para a gente conseguir disseminar.”
A ideia era colocar projetistas, equipe de projetos, setores de apoio e obras no mesmo ambiente, olhando a mesma informação.
Cinco empreendimentos ao mesmo tempo, sem obra-piloto
Em vez de testar em uma obra e depois expandir, a Dallé treinou as equipes e implantou a plataforma nos cinco empreendimentos de uma vez: três obras em execução e dois projetos em desenvolvimento. A migração incluiu reorganizar arquivos que estavam espalhados por locais diferentes de armazenamento.
A expectativa interna era de uma adaptação lenta, principalmente nas obras já em andamento, que tinham processos consolidados. Não foi o que aconteceu. Segundo Leonardo, a adesão das equipes foi praticamente imediata e a migração terminou antes do prazo definido internamente.
Como o fluxo funciona hoje
O projetista publica o arquivo. A equipe de projetos recebe a notificação e faz a análise. A obra consulta o status e acessa o que está liberado para execução.
Baixar, salvar, criar atalho e replicar em cada pasta saiu do processo. Em alguns casos, uma tarefa que antes exigia várias etapas se resolve com uma aprovação.
A distância também ficou mais administrável. Em Boa Vista, as solicitações de plotagem passaram a ser registradas na plataforma: a equipe acompanha o pedido, valida os documentos e encaminha para os parceiros externos, mesmo estando a milhares de quilômetros da obra.
Rastrear pendências mudou a rotina da equipe
Antes, acompanhar um ajuste significava juntar trocas de e-mail, prints de pranchas e anotações em lugares diferentes. Agora as pendências ficam vinculadas ao projeto e são acompanhadas até a resolução.
A equipe consegue ver, de forma direta:
- Quais projetos estão liberados para execução;
- Quais estão pendentes de análise;
- Quais foram liberados com ressalvas;
- Quais dependem de uma definição;
- Quais pendências seguem abertas;
- Quais ajustes já foram resolvidos.
“A gente consegue saber certinho o status de cada arquivo e a gente não conseguia rastrear isso de forma muito prática antes.”
Para a gestão do setor, isso virou indicador: é possível acompanhar a evolução das pendências semana a semana e identificar onde estão os gargalos. Para a obra, é informação útil antes de decidir uma compra ou iniciar uma etapa, porque um item em ajuste aparece como item em ajuste.
Um erro de versão pode custar caro: como a Dallé ganhou mais controle sobre seus projetos com a Inmeta
Entre os empreendimentos da Dallé há torres de aproximadamente 200 a 300 unidades e projetos hoteleiros, com várias disciplinas que precisam se conversar entre si. Em Boa Vista, há ainda o desafio de executar empreendimentos verticais em uma região com menos tradição nesse tipo de construção.
Some a isso a logística: segundo Leonardo, determinados materiais levam meses para chegar à obra. Nesse cenário, uma alteração que não chega a todos os envolvidos não gera um erro pontual. Gera retrabalho lá na frente, quando o prazo já está comprometido.
O que mudou
Quando suprimentos precisa de um projeto para fechar uma compra, a equipe abre a pasta correspondente. Sem conferência cruzada, sem dúvida sobre qual é o arquivo válido.
Antes da Inmeta
- Projetos recebidos por e-mail;
- Arquivos espalhados entre pastas;
- Disponibilização manual para cada obra;
- Risco de versão desatualizada chegar ao canteiro;
- Pendências acompanhadas por e-mail e prints;
- Cerca de uma hora por dia dedicada a localizar e distribuir arquivos.
Com a Inmeta
- Projetos centralizados em um único ambiente;
- Controle das versões vigentes;
- Notificação no registro de pendências;
- Status de cada projeto visível;
- Pendências registradas e rastreáveis até a resolução;
- Projetistas, escritório e obra no mesmo fluxo.
Perguntas frequentes sobre a implantação da Inmeta na Dallé
O módulo de Projetos precisou de um projeto-piloto?
Não. A implantação foi conduzida de forma estruturada para atender à realidade da Dallé, considerando suas equipes, processos e a necessidade de padronização entre diferentes obras.
É possível implementar a Inmeta com obras em andamento?
Sim. A implantação pode ser realizada em operações que já estão em andamento, com uma estruturação gradual dos processos e das equipes para que a adoção da plataforma aconteça sem interromper a rotina da obra.
A Inmeta ajuda a padronizar a gestão de projetos entre diferentes obras?
Sim. A plataforma centraliza as informações e permite que diferentes equipes trabalhem com os mesmos processos, documentos e versões, reduzindo a dependência de controles descentralizados.
A equipe precisa ter conhecimento técnico para utilizar a plataforma?
Não. A interface foi desenvolvida para facilitar a utilização pelas equipes, e o Consultor Estratégico da Conta, formado por engenheiros e arquitetos, acompanha o processo de implantação, orientando a empresa na adoção da solução e apoiando as equipes durante essa etapa. Já o suporte fica disponível para esclarecer dúvidas e auxiliar nas necessidades do dia a dia após a implantação.
O que muda na rotina depois da implantação?
As equipes passam a ter acesso às informações em um ambiente centralizado e atualizado, reduzindo etapas manuais de distribuição de arquivos e facilitando o acompanhamento dos projetos.
A Inmeta pode ser utilizada em diferentes obras ao mesmo tempo?
Sim. A plataforma permite organizar as informações de diferentes empreendimentos em um único ambiente, mantendo a padronização necessária para uma operação com múltiplas equipes e projetos.
A implantação pode gerar novos usos da plataforma?
Sim. À medida que as equipes passam a utilizar a plataforma e percebem outras necessidades da operação, novos usos podem ser identificados e incorporados à rotina.
De demanda do setor a projeto estratégico
O que começou como uma necessidade operacional da área de projetos ganhou outro status dentro da empresa. A implantação passou a ser tratada como projeto estratégico e hoje alimenta os indicadores e as decisões do setor.
Leonardo destaca que o acompanhamento do Consultor Estratégico da Conta, formado por engenheiros e arquitetos, foi decisivo durante a implantação, dando segurança à direção e apoiando a empresa no direcionamento do uso da plataforma. Esse acompanhamento também contribuiu para viabilizar um investimento que não estava previsto no orçamento da área. Com a adesão das equipes, a própria empresa começou a identificar novos usos para a plataforma.
“Ela é fácil de implementar e o suporte que a gente tem quando precisa acionar vocês é muito ágil.”
“Foi um passo muito grande para nós como setor.”
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