Gerenciar uma obra significa lidar diariamente com centenas de informações.
Antes, um ajuste simples em um projeto podia levar até duas semanas para chegar à obra. Como a Mirantes trabalhava com diferentes empresas responsáveis pelos projetos, cada revisão dependia da coordenação, da comunicação entre os envolvidos e, muitas vezes, da impressão e distribuição de novos documentos. Com as informações descentralizadas, uma alteração que deveria ser simples acabava levando tempo para ser atualizada e chegar a quem realmente precisava dela.
Hoje, a Mirantes centraliza as informações em um único lugar, facilitando o acesso às versões atualizadas dos projetos e dando mais agilidade para acompanhar e tomar decisões sobre o que acontece nas obras.
Todos os dias, diferentes informações e demandas precisam ser acompanhadas: projetos atualizados, ocorrências identificadas no canteiro, atividades que exigem correção, vistorias, assinaturas, pendências e decisões que não podem esperar.
Quando essas informações estão espalhadas, a gestão fica mais difícil. Foi justamente esse cenário que a Mirantes Empreendimentos, de Natal (RN), começou a transformar a partir de julho de 2024, quando iniciou sua parceria com a Inmeta.
Hoje, 9 obras estão cadastradas na plataforma, sendo 5 em andamento, com diferentes etapas da operação apoiadas pelos módulos de Projetos, Qualidade, Segurança e Pós-Obra.
Mas essa história não começou com uma plataforma. Começou com uma necessidade: ter mais clareza sobre o que estava acontecendo dentro das obras.
Quando a informação está no papel, o controle fica mais distante
Antes da Inmeta, a comunicação entre o canteiro e a construtora era um dos principais desafios da Mirantes. As informações surgiam durante a execução, mas registrar, compartilhar e acompanhar cada situação nem sempre era simples.
Muitas vezes, era necessário procurar documentos, arquivos ou versões de projetos para confirmar uma informação.
O desafio não era apenas encontrar um documento. Em muitos momentos, a informação estava em papéis espalhados e a equipe sequer sabia onde determinado registro estava. Para entender o que havia acontecido ou o que ainda precisava ser resolvido, muitas vezes era necessário depender do técnico de segurança ou de alguém que soubesse onde aquela informação estava.
Com a Inmeta, essa dinâmica mudou. As informações passaram a estar reunidas de forma visual e padronizada, sem depender de papéis soltos ou do conhecimento de uma única pessoa.
Essa organização faz ainda mais diferença em uma construtora que acompanha várias obras simultaneamente. Com um padrão para registrar, acompanhar e visualizar as informações, fica mais fácil entender o que está acontecendo em cada obra, o que já foi resolvido, o que ainda exige atenção e quem precisa agir.
Foi nesse ponto que a digitalização deixou de ser apenas uma mudança de ferramenta e passou a transformar a forma como a gestão acontece no dia a dia.
A virada: colocar a obra dentro de um único lugar
Com a Inmeta, a Mirantes passou a centralizar informações e processos em uma única plataforma.
As situações encontradas no canteiro passaram a ser registradas, acompanhadas e organizadas digitalmente.
Demandas ganharam contexto. Observações passaram a fazer parte dos registros. E a equipe passou a ter mais clareza sobre a importância e a urgência de cada situação.
“Com a Inmeta, conseguimos entender melhor o grau de importância e urgência de cada demanda e trabalhar com parâmetros mais claros para definir as prioridades.”
A mudança parece simples.
Mas, na prática, significa trocar uma gestão baseada em informações dispersas por uma gestão em que cada registro ajuda a contar a história do que está acontecendo na obra.
9 obras, 5 em andamento e uma nova forma de acompanhar a operação
Hoje, a Mirantes possui 9 obras cadastradas dentro da Inmeta, sendo 5 em andamento. Esse número representa mais do que a quantidade de obras utilizando a plataforma.
Representa a dimensão de uma operação que precisa manter informações acessíveis, processos organizados e equipes alinhadas em diferentes frentes.
E é justamente nesse cenário que a centralização ganha valor.
Em vez de depender exclusivamente da memória das pessoas, de papéis ou de arquivos espalhados, a equipe consegue consultar registros e acompanhar as informações diretamente na plataforma.
A gestão deixa de perguntar apenas:
“O que está acontecendo?”
E passa a conseguir responder:
“O que aconteceu, onde aconteceu, quem está envolvido e o que precisa ser feito agora?”
Projetos na palma da mão
No dia a dia do canteiro, tempo faz diferença. Uma dúvida sobre um projeto pode surgir no meio da execução. Uma informação precisa ser confirmada. Uma decisão precisa ser tomada.
Antes, isso poderia significar procurar arquivos ou documentos.
Hoje, a equipe da Mirantes consegue acessar os projetos em tempo real pelo celular.
Essa possibilidade tornou a consulta mais rápida e prática, principalmente quando a informação precisa ser encontrada enquanto o trabalho está acontecendo.
A visualização dos projetos passou a fazer parte da rotina de campo — e a informação deixou de estar distante do lugar onde a decisão precisa acontecer.
E quando algo dá errado?
Uma das grandes vantagens de digitalizar a gestão não está apenas em registrar o que deu certo.
Está em conseguir entender o que deu errado.
Com a rastreabilidade da Inmeta, a Mirantes consegue identificar quem foi responsável por determinada execução, entender onde um problema aconteceu e acompanhar o que precisa ser corrigido.
Isso muda a conversa.
Em vez de procurar culpados ou depender de percepções, a equipe consegue olhar para registros concretos.
Onde aconteceu? Quem estava envolvido? O que precisa ser corrigido? Qual processo precisa melhorar?
A informação passa a orientar a ação.
“Saímos do achismo”
Talvez uma das frases que melhor represente essa transformação seja justamente a da própria Mirantes:
“Através da Inmeta, conseguimos sair do achismo e passar a trabalhar com mais certeza.”
Essa mudança é um dos principais resultados percebidos pela empresa.
Com informações centralizadas e registros disponíveis, a equipe consegue acompanhar melhor a realidade das obras e tomar decisões com mais segurança.
Não se trata apenas de ter mais dados.
Trata-se de ter dados que ajudam a tomar decisões.
Qualidade: onde a transformação ganhou ainda mais força
A relação da Mirantes com a Inmeta sempre esteve muito ligada à gestão da qualidade. Entre os recursos utilizados estão as Fichas de Verificação de Serviços (FVS), que ajudaram a digitalizar e organizar processos importantes da rotina.
Para a empresa, a qualidade é uma das áreas em que a plataforma mais contribui para a operação. Mas a transformação não ficou restrita a esse módulo.
Projetos, Segurança e Pós-Obra também passaram a fazer parte da rotina digital da empresa, criando uma gestão mais integrada.
Até a entrega da obra mudou
A transformação que começou no canteiro também chegou ao momento em que a obra é entregue ao cliente. Antes, as vistorias e avaliações de pós-obra eram realizadas em papel.
Era necessário preencher documentos, organizar informações e coletar assinaturas manualmente.
Hoje, esse processo pode ser realizado dentro da própria Inmeta. O cliente recebe as informações, realiza sua avaliação e assina, enquanto os registros ficam centralizados na plataforma. O que antes era uma sequência de papéis e processos manuais passou a ser uma etapa digital, organizada e rastreável.
E isso não facilita apenas o trabalho da equipe.
Também melhora a experiência do cliente.
Tecnologia resolve tudo? Não.
A história da Mirantes também mostra uma realidade importante sobre transformação digital: implementar tecnologia não significa mudar uma cultura da noite para o dia.
Alguns profissionais ainda estão passando pelo processo de adaptação à nova rotina. Atividades que durante muito tempo foram realizadas no papel precisam ser incorporadas a um novo fluxo digital. E isso exige treinamento, acompanhamento e mudança de hábitos. A própria Mirantes reconhece que algumas dificuldades atuais estão relacionadas justamente a essa adaptação da equipe.
Mas existe uma diferença importante: agora, os processos estão estruturados para que a empresa consiga enxergar onde estão essas dificuldades e trabalhar para melhorar.
Uma palavra para definir essa transformação
Depois de dois anos de parceria, a Mirantes utiliza a Inmeta em diferentes etapas da gestão de suas obras.
São 9 obras cadastradas, 5 em andamento e quatro módulos apoiando a operação: Projetos, Qualidade, Segurança e Pós-Obra. Mas, quando Maria Eduarda Bento, Gestora de Qualidade da Mirantes, precisou resumir a experiência em uma única palavra, escolheu:
“Facilitador.”
Talvez porque, no fim, essa seja a essência da transformação.
A Inmeta não substituiu a equipe, o conhecimento técnico ou as decisões da Mirantes. Ela tornou mais fácil encontrar informações, acompanhar processos, identificar problemas e entender o que realmente está acontecendo nas obras.
De papel para dados. De percepção para evidência.
A jornada da Mirantes mostra que a transformação digital na construção civil não precisa começar com grandes mudanças. Pode começar com uma pergunta simples:
“Eu realmente sei o que está acontecendo nas minhas obras?”
Quando a resposta depende de procurar papéis, perguntar para várias pessoas ou confiar apenas na percepção, existe espaço para evoluir. Com a Inmeta, a Mirantes encontrou uma forma de centralizar suas informações e transformar registros em uma ferramenta de gestão. Hoje, as obras continuam acontecendo no canteiro. Mas a informação que ajuda a gerenciá-las está em um só lugar.
Mais organização. Mais rastreabilidade. Mais visibilidade. E menos achismo.
